Reciclagem de Roupa

O que é?

Seja por motivos ambientais, económicos ou criativos, reciclar roupa que já não é útil a ninguém e transformá-la numa nova peça é uma moda que tem vindo a ganhar adeptos nos últimos tempos, e que me deixa muito feliz.
Acredito que a reciclagem de roupa intimida um pouco quem nunca experimentou, mas asseguro-vos que depois do primeiro corte, não vão querer mais nada. Aconselho sempre começarem por pequenas coisas, como decorar uma t-shirt branca, por exemplo. Ou então transformar um vestido longo num vestido curto. Nada como pegar na peça original e dar-lhe voltas nas mãos. A ideia acaba por chegar.

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O que transformar?

Eu costumo dizer que para mim tudo serve para reciclar. Obviamente, não é bem assim. Há factores a ter em consideração na hora de escolher as peças que devemos ou não guardar para transformar e reaproveitar. E de onde vêm essas peças? Do nosso próprio roupeiro, muitas vezes. Ou do roupeiro do marido, quem sabe, o que é ainda melhor, e em grande parte, ele nem repara. Existem também lojas ou mercados solidários ou de segunda mão, onde se podem comprar peças usadas, geralmente em bom estado e a preços simbólicos. Além de que, podemos sempre pedir a familiares e amigos para contribuírem para o nosso “vício” e deixarem à nossa porta tudo aquilo que já não usam. Acreditem que as pessoas ficam fascinadas por ver as nossas transformações mesmo que simples, e tudo aquilo que têm de lado acaba nas nossas mãos.
Como já disse acima, porém, nem todas as peças servem para transformar. A primeira coisa a ter em atenção, é o estado geral da peça. Se for aparente o uso frequente da mesma, é sinal de que essa peça deve ir para o contentor do lixo. E ainda assim, por vezes eu aproveito-a para fazer pequenos testes de técnicas que ando a experimentar. A segunda coisa a procurar são rasgos, buracos, nódoas, e ter atenção em que zona estes se encontram, em relação ao que pretendemos fazer com elas. Já me aconteceu aproveitar peças com todos os inconvenientes atrás mencionados, porque estavam em sítios que facilmente os eliminaria da peça a costurar, ou no caso das manchas, poderiam ser tapadas com uma aplicação. Convém, sempre que possível, verificar as etiquetas para ter noção da composição do tecido nessa peça, e se é adequada para o fim pretendido ou não. Logótipos. Eu tenho um ódio de estimação a logótipos, porque estão sempre em sítios que dificultam o corte da peça a ser costurada; por isso, sempre que guardo peças que os contenham, faço-o com intenção de aproveitar apenas retalhos para pequenos detalhes.

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Quando as peças são compradas em segunda mão, é importante reparar em zonas críticas como colarinhos e cavas, pois por vezes poderão estar manchados e isso é algo que não se quer d’um todo.
As camisas de homem são das peças mais versáteis para alterar, com inúmeras possibilidades. Já as de mulher, cujo molde é muitas vezes constituído por muitas peças, é algo a evitar, uma vez que dificilmente se consegue encaixar outra peça na já existente. Vestidos de mulher longos são também uma boa fonte de tecido extra para as nossas costuras. E em todos os casos, quanto maior for a peça, mais tecido e margem de manobra conseguimos ter. Reciclar é fácil, prazeroso – eu diria até viciante, e o nosso planeta agradece.

One thought on “Reciclagem de Roupa

  1. Parabéns pelo blog! Gosto muito!
    Concordo em genero e numero com este post! Tambem reciclo tudo o que posso, mas confesso que não me sinto muito à vontade, ainda, para pegar numa peça de roupa e alterar assim. Gostava de o fazer sobretudo com peças que não utilizo tanto por estar cansada delas ou ja terem um estilo um pouco “passado”.
    Fico a aguardar ansiosa ideias, sugestoes e indicações novas! Obrigada

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